A Região

O Alentejo tem o seu ritmo próprio, com um clima continental de grandes oscilações de temperatura entre as várias estações do Ano, É uma das regiões Portuguesas com mais horas de sol e de céu azul por ano. temos muito calor para oferecer na primavera e no verão e um sol gelado no inverno.

As Origens

Partir para o campo à descoberta de antas, cromeleques e menires é uma das experiências mais gratificantes que pode viver-se no Alentejo. Quem tiver pouco tempo ganhará em começar por explorar o eixo Montemor-o-Novo - Évora - Monsaraz, onde se concentram alguns dos seus expoentes mais significativos. Na zona de Monsaraz, as antas do Olival da Pega, o cromeleque do Xerez e os imponentes menires do Outeiro, da Belhõa, do Barrocal e do Monte da Ribeira, este último re-instalado no interior de uma adega patrimonial. Ainda na região de Évora, vale a pena dar um salto à  vila de Pavia para espreitar a anta-capela de S. Dinis, curioso exemplo de cristianização de um monumento considerado pagão.

O Período Romano

Em Évora, a muralha romano-godo-Árabe, o Templo Romano, as Termas dos Paços do Concelho, o Arco de D. Isabel e a Casa de Burgos (Centro Histórico); fora da cidade, as Termas da villa de Tourega (estrada Évora - Alcáçovas).

O Perí­odo Árabe

O período da ocupação Árabe, iniciado no séc. VIII, teve, no sul do paí­s, uma duração de quase 500 anos. Desta longa vivência partilhada, herdámos plantas e técnicas agrícolas, sistemas de captação e reserva de água, hábitos alimentares, várias centenas de palavras, técnicas construtivas, gostos decorativos, estilos artísticos, ambientes urbanos. São muçulmanos os arquétipos de muitos dos nossos castelos da Reconquista e várias igrejas cristãs foram reedificadas sobre primitivas mesquitas. Mértola, a vila mais árabe de Portugal, é o sítio certo para se compreender esta herança.

Évora Património da Humanidade

O seu património arquitectónico e artístico é tão omnipresente e impressivo que, por si só, guia os passos de quem gosta de caminhar sem rumo: do romano ao neoclássico, passando pelo gótico e pelas várias expressões do manuelino, da renascença e do barroco, todas as épocas da história estão documentadas com obras que nos enchem os olhos e a alma. Referindo só o essencial, precisará de algumas horas para visitar o Templo Romano, a Catedral de Santa Maria, a Igreja de S. Francisco e a Capela dos Ossos, o Palácio D. Manuel, a Ermida de S. Brás, o Mirante da Casa Cordovil, a Janela manuelina da Casa de Garcia de Resende, o antigo Colégio do Espírito Santo, actual Universidade, a Igreja da Misericórdia, a Praça do Giraldo e o Teatro Garcia de Resende.

O Que Pode Fazer na Região

Foi no Alentejo, região de Águas escassas, que a grande barragem de Alqueva, construída sobre o rio Guadiana entre Moura e Portel, criou o maior lago artificial da Europa. Este imenso plano de água tem uma área de 250 km2, estende-se por mais de 80 kms do curso do antigo rio e os seus mil recortes perfazem 1.160 kms de perímetro. Para jusante do paredão foi construído o Açude de Pedrógão, parte integrante do complexo, bem visível da ponte que liga Pedrógão (Vidigueira) a Moura. A nova beleza que nasceu com este lago é surpreendente e tem aspectos que a tornam num caso singular no conjunto das muitas albufeiras que podem encontrar-se pelo mundo fora: a paisagem tipicamente alentejana que a rodeia, feita de milhares de oliveiras, sobreiros e azinheiras; e, porque estamos em zona de fronteira, o notável património das vilas fortificadas que a defenderam ao longo de séculos e séculos. Aos viajantes em autonomia, quer se desloquem em bicicleta ou de automóvel, sugerimos sem hesitação que percorram toda a envolvente do Grande Lago. De todas as localidades deste percurso, são de visita obrigatória pelo seu interesse patrimonial: na margem direita, Juromenha, Alandroal, Terena, Monsaraz e Portel; e, na margem esquerda, Mourão e Moura.. A nova aldeia da Luz, que sucedeu à antiga (a única povoação submersa pelas águas de Alqueva), tem um valor simbólico que a torna incontornável. Não deixe de ver o Museu que constitui um precioso repositório de memórias da antiga aldeia e do rio Guadiana.Na zona de influência de Alqueva, os caminhantes em autonomia encontram alguns percursos sinalizados. É o caso de três PR do concelho de Alandroal: o PR1, "Rota do Giro" (início na Igreja de N.ª S.ª da Consolação, 4,5 kms, dificuldade média); o PR2, "Pedra Alçada" (início na Junta de Freguesia da Aldeia de Pias, 9 kms, dificuldade média); e o PR3, "Passeios pelo Campo" (início junto do cemitério de Terena, 11 kms, dificuldade média). Para mais informações:
(in Visitalentejo)

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